Ser voluntário vale a pena
Eu não poderia ignorar um convite da Sam Shiraishi do "A vida como a vida quer" para falar do trabalho voluntário no Dia Internacional do Voluntariado, 05 de dezembro. A Sam é uma dessas pessoas que o mundo virtual coloca em nosso caminho para acrescentar cultura, promover interação, abrir as portas para um mundo muito maior do que podemos imaginar.
Resolvi contar sobre algo que ajudo a realizar nem me lembro quanto tempo faz, 14 ou 15 anos.
Todos os anos eu ajudo a organizar um grupo de amigos a fazer sacolinhas de Natal para crianças carentes da região do ABC paulista, além de preparar pelo menos uma eu mesma.
Quando agosto chega ao fim, uma grande amiga minha, Dona Shirley, entrega cerca de vinte envelopes com os nomes das crianças, sua idade e tamanhos de sapatos e roupas. Ela é quem tem o contato com as instituições, algumas delas já ajudamos há anos. As listas pedem roupas de verão, como conjunto de bermuda e camiseta, e um conjunto de moletom para os dias mais frios. Meias, sapatos, roupas íntimas.
Claro que pedimos um brinquedo mas o diferencial é que pedimos balas e biscoitos. Para as famílias carentes que não podem comprar além do essencial, isso torna o Natal das crianças muito especial!
Junto com esse envelope vem sempre uma mensagem de Natal muito linda que ela prepara para nós.
Em novembro recolho todas as grandes sacolas cheias de presentes e amor e as levo para Dona Shirley que as embrulha todas iguais com grandes laços vermelhos e as
entrega no início de Dezembro. Partindo com o porta-malas cheio de grandes sacos de presentes juro que me sinto a própria Mamãe Noel!
É muito pouco o que eu faço. Agrupar pessoas que querem doar com as pessoas que precisam receber e efetuar a logística entre elas.
Para as crianças que recebem presentes, elas apenas sabem que Papai Noel existe!
Dia do Enfermeiro
Uma busca no google por artigos sobre o dia do enfermeiro me mostrou o que eu já desconfiava: a data passa desapercebida no Brasil.
Fora os órgãos relacionados a profissão, conselhos regionais, não há notícias relevantes.
A pesquisa ainda retornou algo interessante: o vice-ministro da saúde de Angola vai presidir um ato em homenagem ao dia.
No Brasil, ou o google ta muito ruim e não encontrou, ou não há evento com participação do governo no âmbito federal. Algumas módicas manifestações no nível municipal.
Dia 12 de Maio comemora-se mundialmente o Dia do Enfermeiro, em referência a Florence Nightingale, um marco da enfermagem moderna no mundo e que nasceu em 12 de Maio de 1820.
Eu sempre admirei a profissão. Minha irmã e várias amigas são enfermeiras e nas minhas experiências pelos hospitais e laboratórios já me mostraram a importância desses anjos.
Mas no mês passado, enquanto aguardava na frente de um hospital, percebi o quanto eu sou incapaz de lidar com o sofrimento e a doença. Alguns minutos estacionada ali e eu já estava nervosa com a movimentação, choros...
Então minha mente se iluminou quando uma enfermeira especial veio me entregar o que eu esperava. Ela estava no meio do seu turno de 12 horas de trabalho noite adentro - carga que a maioria de nós mortais não aguentaria - na unidade de terapia intensiva, onde o sofrimento é maior. Mas saiu de dentro do hospital sorrindo e com uma aura iluminada ao seu redor. Elevei meus pensamentos aos céus para agradecer por essas pessoas mais do que especiais que vêm à Terra para nos ajudar a cruzar os momentos de dor e doença.
Tive certeza naquele momento de quão pequena é a minha alma perto da deles.
As enfermeiras e enfermeiros, técnicos, auxiliares, todos, são o bálsamo que suaviza e cura nossos corações.
Lavando o carro e a alma
A história de Mitzi e mim
Hoje, depois de 19 anos juntas, minha gatinha chamada Mitzi morreu. Estava tão velhinha, tão doente que não comia nem bebia há dias. Foi preciso chamar o veterinário para acabar com seu sofrimento.
Passei o dia triste mas lembrando de nossos momentos juntas. Afinal 19 anos são uma longa vida. Principalmente para uma gata: equivalem a mais de 90 anos humanos!
Me lembrei do dia em que a encontrei. Ou melhor: do dia em que ela me encontrou. Vi essa gatinha fofa e pequena no pátio do prédio em que eu morava em São Bernardo do Campo. Eu cursava a Faculdade de Engenharia Mecânica em 1991, ali perto, a localização era estratégica para que eu pudesse ir e voltar a pé. Ouvi a gatinha miando e ela veio em minha direção. Eu a peguei e me apaixonei! Mas perguntei a todos que encontrei se a gatinha era de alguém. Não era. Tenho a impressão de que ela foi até ali me achar.
Me apaixonei por aquela bolinha tricolor de pelos que quase cabia em minha mão! Como veio da rua (acho eu, nunca descobri de onde ela apareceu), a levei ao veterinário que me ensinou a eliminar as pulgas, vacinar, alimentação, cuidados em geral.
Logo essa gatinha sapeca dominava a casa. Eu colocava minha toalha sob o sol em minha janela e logo ela se esgueirava até a cômoda barata de pinus e se estirava sobre a toalha para aquecer-se!
Nessa época ela passou a dormir comigo em minha cama. Dormíamos eu e minha irmã mais nova em uma beliche no mesmo quarto. Apesar de ter outro quarto no apartamento para ela, nos sentíamos sozinhas morando longe de nossos pais e preferíamos dormir próximas. Nós três: eu, Cris e Mitzi.
Até que um dia acordo com a gata nervosa, em cima de mim, com as unhas afiadas das patas dianteiras quase cortando meu rosto, como se segurasse minha cabeça em suas mãos e me gritasse: "acorda logo, quero meu leitinho de gato!".
Pensei que era um fato isolado mas passou a repetir-se todas as manhãs. Para minha própria segurança passei a coloca-la em uma casinha fechar a porta do quarto com ela pra fora. Pensou que isso a deteria? Minha irma levantava antes de mim para ir à faculdade e quando abriu a porta do quarto... zaaaaás! uma gata entra correndo feito um foguete e pula sobre meu rosto! "Onde está meu leite????"
Rimos muitas vezes com esses episódios de "fúria" matinal dela.
Um dia, quando meu pai nos visitava, percebi que a gata sumiu. Comecei a chama-la, pensando que estava escondida. E a ouvi respondendo: "miau"! Olhei pela janela do 5º andar. Lá estava a gata no térreo, sob a janela, miando para mim. É um dos mistérios das sete vidas desta gata! Até hoje não sei como ela foi parar lá.
O apartamento ficou pequeno demais para nós três. Então a levei para a casa de meus pais para morar lá, onde teria liberdade. Foi quando começou a história de Mitzi e minha mãe, que cuidou dela por 17 anos.
Lógico que eu não achei que ela aproveitaria a liberdade tão rápido e antes que eu percebesse, a gata estava tendo cria! Eu era avó de 5 lindos gatinhos! Cinco não, quatro. Um morreu no mesmo dia, fraquinho demais para sobreviver. Criamos todos os 4, um macho e quatro fêmeas. Que em poucos meses começaram a se multiplicar em P.G.*! Depois de um ultimato de meu pai, doei todos os filhotes quando já tinham idade e programei a castração das fêmeas: Marilou, Lili, Iaiá e do macho Yeltsin.
A ironia do destino levou todos os seus filhotes antes da mãe. Ou apareciam doentes, ou machucados, ou desapareciam. E a gatinha longínqua Mitzi enfrentou os anos.
Sua personalidade tornou-se mais forte com o tempo. Não gostava de agrado a qualquer hora. Nem de qualquer pessoa. Tinha que ser à hora que ela queria e de quem ela quisesse.
Mas eu morava a mais de 180 km de distância. Quando eu chegava para passar fins de semana, férias ou feriados e ela ouvia minha voz, vinha de onde estivesse, aparecia sobre os telhados e miava na janela me chamando. Eu sentava à porta da cozinha e ela vinha se aninhar no meu colo.
Minha sobrinha nasceu, meus filhos nasceram, tivemos muitos cachorros neste tempo e outro gatinho, da minha irmã. Ela determinou seu território: cachorros de qualquer tamanho, crianças e gatos não eram bem vindos! E reinava absoluta em sua caixinha sobre a casinha dos butijões de gás, chuva ou sol.
Só nos últimos meses ela começou a ficar mais magra, mais fraquinha. Mas foi mesmo de um mês pra cá que minha mãe passou a ficar preocupada com ela e me telefonar dando notícias dela com mais frequencia. Começou a comer menos. A andar menos. A dormir cada vez mais. E a emagrecer.
Então em Outubro, quando eu estava em viagem a trabalho na Suécia, meu pai me contou que ela se encaixou entre uma coluna de madeira e a parede e ficou "entalada". Foi preciso que mamãe vestisse luvas, com medo dos arranhões, para tira-la. Fiquei aflita. Eu precisava ve-la. Ela parou de comer ração. Mas mamãe não desistiu e passou a servir-lhe leite, mingau, sopas e ela voltou a comer e engordar um pouquinho. Era passageiro, porém.
Quando finalmente consegui ir visita-la em um feriado de Novembro, já estava muito magra, só pele e osso. E passava os dias se escondendo entre as árvores e o muro. Pressionava seu corpo e sua cabeça contra o muro como se quisesse aliviar a dor. E ficava ao relento. Não adiantou cobri-la, protege-la da chuva. Ela voltava para um lugar descoberto.
Era feriado e eu não encontrei nenhum veterinário de plantão para ve-la. Mas já sabia que não a veria mais. Nos despedimos dela, eu e as crianças.
No dia seguinte, mamãe me ligou. A veterinária veio. E findou seu sofrimento. Ela foi numa caixinha para um cemitério para bichos.
Chorei o dia todo, minha filha chorou também.
Só posso agradecer a Deus por te-la tido conosco e a minha mãe por te-la cuidado por tanto tempo e com tanto carinho.
Um dia nos reencontraremos todos em nosso antigo novo lar.
A Fome no Mundo e os filhos do lixo no Brasil
Comecei a escrever este post antes da copa do mundo. Mas, além da copa, passei um tempo com trabalho demais e coisas demais pra fazer em casa também, e nada me inspirava a voltar a escrever sobre este assunto.Mas foi ver esse rascunho que mexeu fundo na minha alma e encontrei novamente a inspiração para escrever. Quando li esse texto de Lya Luft fiquei profundamente triste. Me tocou fundo na alma a situação destas pessoas e principalmente das crianças que procuram comida no lixo para sobreviver. Comentei com minha filha de 7 anos de idade e ela também se comoveu. Combinamos que faríamos algo para mudar um pouco esse quadro. Na ingenuidade de sua infância, ela me propôs sairmos àquela hora da noite para buscarmos aquelas crianças... Meus olhos encheram d'água. Como podemos ter uma refeição tranquila em nossas casas, onde por vezes jogamos "restos" de comida no lixo, se ainda temos essa situação no nosso país, na nossa cidade?
Hoje começou a propaganda eleitoral no rádio e televisão. Eu realmente espero encontrar na proposta de algum candidato a menção à questão das crianças e o lixo.
Me lembrei do caso do menino de 12 anos de idade que morreu atropelado em um lixão de Maceió em agosto de 2009. Dormiu e foi atropelado por um trator. Ouvi na televisão na época alguma autoridade dizendo que ia mandar cercar o lixão... Aonde está o sistema de garantia do direito da criança e do adolescente no Brasil? Só no papel? Alguém aí do outro lado do computador me ajuda a cobrar de quem deve protege-los? Confesso que me decepcionei comigo mesma ao ver que há meses atrás eu tinha um plano para fazer algo para mudar esse quadro e não fiz ainda nenhuma ação concreta. Essa semana mesmo farei o que está ao meu alcance: levar roupas, brinquedos, livros e alimentos para doação à creches, orfanatos e asilos. Em seguida, vou descobrir uma maneira de questionar os candidatos da minha região sobre seus planos caso eleitos. Espero que cada um de nós possa fazer um pouco. Mesmo que seja só cobrar as autoridades sobre sua responsabilidade com nossas crianças.
Aproveite que é ano de eleição, os candidatos pelo menos tentarão ouvir.
PS: o título do post era a fome no mundo. Mas o assunto é tão triste que perdi o apetite em pesquisar mundo afora. Vamos cuidar do nosso quintal primeiro? Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u726473.shtml http://veja.abril.com.br/140410/filhos-lixo-p-026.shtml http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5344&Itemid=1
9 de julho - aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932
Comecei a escrever este post ontem - 9 de julho de 2010. Mas alguma coisa aconteceu e eu perdi o rascunho.Mesmo a data já tendo passado, vou escrever de novo. Em 9 de julho de 1932 houve a passeata, movimento popular, que deu início à Revolução Constituicionalista.
O movimento tinha por objetivo a promulgação de uma nova constituição para o Brasil.
Acredito que para as novas gerações pareça radical demais um movimento popular armado, e para mim, parece que não cabe mais no mundo moderno. A Constituição demorou um pouco - só foi promulgada em 1934. Para logo depois, em 1937, Getúlio Vargas outorgar outra transformando o presidente em ditador. Segundo o texto do wikipedia, o cumprimento à risca de seus princípios, porém, nunca ocorreu. Ainda assim, ela foi importante por institucionalizar a reforma da organização político-social brasileira — não com a exclusão das oligarquias rurais, mas com a inclusão dos militares, classe média urbana e industriais no jogo de poder. Vi o post da @samegui no A vida como a vida quer, e achei que precisamos ligar a data à realidade atual para as novas gerações. Eu não consigo deixar de relacionar com a revolução de 1932, o movimento dos "cara-pintadas" de 1992 (nesse eu já era adulta - mas não fui à Av. Paulista, algo de que me arrependo até hoje!). Os cara-pintadas conseguiram o impeachment de Fernando Collor, fundamentado em denúncias de corrupção. O que faz a conexão de uns com os outros para mim é que as pessoas de tempos em tempos se esquecem do poder que o povo tem quando decide lutar por algo. Conseguimos a Constituição em 1934.
Conseguimos eleições diretas em 1989.
Conseguimos o impeachment em 1992.
E conseguimos muitas emendas, novas leis e regulamentações com movimentos da sociedade civil. Por isso dedico meu post de 9 de julho aos "revolucionários". De SP e do Brasil. Aos loucos por humanização, por direitos humanos, aos insanos por educação, justiça. Usem suas armas - hoje temos armas eletrônicas poderosas: blogs, twitter, etc. E temos nossas caras pra pintar. De verde-amarelo pela seleção de futebol e pelo nosso povo e nosso país e, por que não, nosso planeta.
Fontes: wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_brasileira_de_1934
A vida como a vida quer: http://www.samshiraishi.com/9-de-julho-e-feriado-e-tambem-aniversario-da-revolucao-constitucionalista-de-1932/
Violência contra mulheres - Eliza, Mércia, adolescente SC, quantas outras mais?
Sei que vários especialistas já escreveram o que há para ser dito sobre os últimos casos de violência contra mulheres no Brasil.Minha intenção é apenas expressar a minha opinião leiga sobre o assunto.
A violência dos casos me chocou muito - mas os comentários sobre o caso Eliza me chocaram ainda mais por causa da violência velada atrás do machismo ou preconceito que ainda existe.
Em pleno século XXI ouvimos o advogado de defesa justificar que Eliza era garota de programa, atriz pornô, etc como se assim justificasse que ela não merecia respeito e pode ser assassinada, descartada da vida como um objeto.
Por trás da violência que o goleiro supostamente praticou (ainda não foi julgado), está o pensamento de que garotas de programa, prostitutas, podem ser utilizadas como bonecas infláveis. Deu "defeito", joga fora! E o defeito pode ser engravidar, se apaixonar, passar/pegar uma DST...
Nós temos o poder de iniciar as mudanças de pensamento para fazer o mundo melhor através da educação. E temos que mudar esse pensamento.
A prostituição pode continuar - o que temos que mudar é o respeito com a mulher. Ela tem todos os direitos, independente de sua profissão.
Imaginei algo meio cômico, a profissional lendo para o seu cliente os termos de contrato de "aluguel do corpo" antes de assinarem em duas vias: cômico se não fosse trágico na realidade. "O cliente se responsabilizará pelos filhos eventualmente gerados!" "...arcará com as despesas de tratamento médico em caso de DST transmitida"... Claro, muito irreal para a realidade de que estamos falando. Mas, e se garantíssemos esses direitos na constituição e/ou no código civil/penal? E se fizéssemos com que elas fossem cumpridas?
(ok, o tema impunidade no Brasil fica para outro post!) Temos poder sim, de mudar pensamentos e iniciar movimentos para isso. Vou começar com o que está ao meu alcance: meu twitter, meu blog, a educação dos meus filhos, a escola deles...
Espero que minha filha no futuro não tenha que comentar histórias como essas.
colinho em dia de frio e chuva!!
Olha que delícia minhas dogs!!!
#Imtoooldfothisstuff 7.Bebidas sem qualidade e bebedeiras em geral
#Imtoooldfothisstuff 7.Bebidas sem qualidade e bebedeiras em geral Neste caso, também não foi depois dos 30 mas bem antes que meu gosto foi se refinando e recusando-se a aceitar bebidas sem qualidade.No episodio de How I met your mother, na Murtaugh's list de Ted Mosby está uma engenhoca que a turma deles usava na época de faculdade para beber (muita) cerveja.
Minha turma da faculdade preparava bebidas com suco instantâneo em pó!!!!! :0 (do qual eu preferia manter distância! - aliás, de ambos, da bebida e da turma quando bebia!)
Não posso deixar de relacionar aqui novamente que estudantes aprendem a se virar com pouco dinheiro e que depois podemos começar a nos dar o luxo de gastar mais que R$10,00 num garrafão de vinho barato. (mais uns trocados para o analgésico no dia seguinte...)
O interessante é que conforme fui apreciando mais a qualidade, a quantidade foi reduzindo!
Depois dos 30 e muitos, já sei quais os vinhos que aprecio e de quais eu fujo. Já sei a diferença no custo (e na dor de cabeça depois) de uma caipirinha com vodka importada. E mais importante, já sei em quais ocasiões cabe uma caipirinha ou um vinho ou trocar qualquer bebida alcoólica por água ou suco!
No fim de semana retrasado confirmei minha teoria: na festa de aniversário do meu boyfriend disponibilizei vodka Absolut para a caipirinha de maracujá. Todos os quesitos foram confirmados: excelente qualidade, pouca quantidade e nada de dor de cabeça depois.
Por isso tudo e por dó do meu fígado que nao é infinito, este é o meu n# 7. (se você perdeu o post que deu origem à série:
http://seduarte.posterous.com/imtoooldforthisstuff-1baladas-noite-adentro )
Alianças e o fim do casamento
Uma amiga foi assaltada essa semana e teve a sua aliança de casamento levada pelos bandidos.Brinquei com ela que se alguma revista de fofoca a fotografasse sem aliança já publicaria que seu casamento estava em crise.
Me lembrei da capa de uma revista que mostra uma atriz saindo da academia sem aliança e diz que é por causa do fim de seu relacionamento.
Minha primeira pergunta é: quem é que faz academia com aliança? Qualquer mulher sabe que causa calos! A foto é infeliz! (eu diria também que futricar a vida alheia é infeliz mas meu post não é sobre isso!)
Mas a insistência das revistas e sites de fofoca em mostrar o fim do casamento de celebridades e mencionar que fulano estava sem aliança me lembrou do fim do meu primeiro casamento.
Então tentei lembrar quando foi que deixei de usar aliança. Em que fase, em que mês, em que ano...
Eu simplesmente não lembro. Bem como não sei precisar a data da separação. Só sei que foi um longo processo até que ambos decidíssemos declarar que nos separamos - ou pelo menos eu declarasse.
Minha experiência me mostrou que relacionamentos sérios não acabam do dia pra noite. Quando se percebe a crise, ainda se luta pra ver se há salvação. Se ainda há amor, pode ser que seja só uma crise.
E tirar a aliança significa desistir de lutar. Ou significa ''estou pronta pra enfrentar o mundo e dizer que acabou''.
Lembrei da cena de ''o sexto sentido'' onde a esposa deixa cair a aliança no chão. Não importa se o ex está vivo ou não, só deixaremos as alianças quando o luto passar.
